Carne x Saúde

O texto a seguir é muito rico em informações sobre a saúde do ser humano e o consumo de carnes.
Texto extraído do livro:
“As hortaliças da medicina doméstica”.

O homem não é carnívoro como a onça, pois não dispõe como esta, de garras e presas para matar um boi só com os membros dianteiros e a boca; nem é cadaverívoro como o corvo, pois, não tendo como este, glândulas neutralizadoras dos venenos, frequentemente se intoxica comendo carne; nem é onívoro como o porco, pois tem um organismo e um instinto diferente dos do suíno.

Os irracionais que comem carne preferem-na ao natural. Não a falsificam nem a disfarçam para mudar-lhe o gosto e o cheiro.
O ser humano, porém altera e dissimula a carne com temperos, para neutralizar a repugnância que esta produziria à sua vista, ao seu olfato e ao seu sabor.
O homem engana seu verdadeiro instinto com grave prejuízo de sua saúde.

“A natureza dotou o nosso instinto nutritivo de suas zelosas sentinelas que, em seus postos avançados no organismo, têm a missão de admitir ou recusar o alimento.
Vamos ao mercado, nos dirigimos às bancas de frutas, escolhemos as que melhor nos pareçam, e com toda a segurança podemos levá-las à boca, saboreando-as com prazer. Sucederá o mesmo com os postos de carne? Com toda a certeza, não.
Nossa vista e nosso olfato recusarão a presença desses despojos e muitas vezes teremos que tapar o nariz, pois esses cadáveres denunciarão já um avançado estado de decomposição; e, se conseguimos enganar a vista e o olfato, é devido à arte culinária que se encarrega da falsificação de sua primitiva forma e estado”.
Afirma o Professor Doutor José Nigro Basciano.

A carne é tida como alimento fortificante por excelência. Será exato? Não.

Está hoje provado que a carne é menos nutritiva do que a maior parte dos alimentos tirados do reino vegetal, como sejam: as frutas secas (nozes, castanhas, amêndoas), arroz, legumes secos (feijão, favas, lentilhas).

Pode-se mesmo dizer que, de todos os alimentos usuais (com exceção da soja, das frutas frescas, dos legumes frescos e dos tubérculos farináceos, como a batata), a carne é o menos nutritivo.

Um adulto, de peso médio, querendo nutrir-se exclusivamente de carne, terá de ingerir diariamente perto de três quilos e, mesmo assim, não estará bem alimentado.

A carne é tão pouco nutritiva que, para emagrecer um obeso, basta submetê-lo ao regime cárneo o mais absoluto.

Se a carne fosse um alimento preciosissímo, insubstituível pelo seu valor nutritivo excepcional, como geralmente se pensa, a sua supressão acarretaria naturalmente diminuição de peso, com sinais acentuados de fraqueza, debilidade, anemia, etc.

Na prática é o oposto que se observa.

A observação da natureza demonstra que os alimentos que dão, conservam e desenvolvem as forças, ou seja, os verdadeiramente nutritivos são os hidratos de carbono, as hortaliças e as frutas.

Deve-se considerar como um grande erro científico, talvez o maior e mais nefasto do último século, a afirmação de que o regime cárneo constitui uma alimentação fortificante por excelência.

A carne é muito mais excitante do que nutritiva.
Quem faz uso diário da carne, em quantidade não moderada, e a suprimir bruscamente um dia, embora a substitua por alimentos mais nutritivos, experimentará nesse dia uma sensação pronunciada de fraqueza, como se não tivesse se alimentado.
O que provoca essa falsa sensação de fraqueza não é a falta de alimento e sim a supressão do excitante, que, no caso presente, é a carne.
O mesmo fenômeno se observa com outros excitantes, tais como o álcool, o fumo, a morfina, etc.
Além de excitante, a carne é tóxica.
O líquido extraído dos músculos (o suco de carne), injetando na dose de 3 a 5 c.c., por quilo, mata um animal.
Entre os venenos contidos na carne, uns são ácidos pela sua própria toxidez, outros simplesmente porque são ácidos.

Da destruição da proteína da carne, na economia, se originam produtos de toxidez mais ou menos elevada: ácido úrico e quantidade apreciável de ácido sulfúrico e ácido fosfórico, sendo esses dois últimos muito energéticos e até cáusticos se não estivessem extremamente diluídos.

Todas as carnes, mesmo que sejam perfeitamente sãs, se encontram impregnadas de substâncias nocivas, e são mais tóxicas quando provêm de animais doentes ou simplesmente fadigados.
Os venenos da carne se multiplicam rapidamente após a morte do animal.
Quando a carne não é completamente digerida no estômago e intestino delgado, a albumina apodrece no grosso intestino, resultando daí a formação de novos venenos (ácidos graxos voláteis, ptomaínas), a maior parte de grande virulência.

Do intestino, a proteína da carne passa ao sangue: uma parte mínima se fixa nos tecidos e o resto é destruído, deixando como principais resíduos os ácidos úrico, sulfúrico e fosfórico.

A gordura da carne, oxidando-se põe em liberdade igualmente ácidos diversos. Daí uma superprodução de ácidos, que, quando não são eliminados ou neutralizados pelos alimentos alcalinos (hortaliças e frutas), ficam retidas nos órgãos, dando lugar a todas as manifestações do artritismo.

Assim se opera lentamente, mesmo com a carne bem digerida, uma espécie de intoxicação crônica, de que não suspeitamos. Porquanto, os seus progressos são infinitamente lentos, e que nós só percebemos quando o mal é irremediável.
Pascault.

Experiências do Dr. Ignotowsky demonstraram que em todos os animais que não se habituaram lentamente ao regime cárneo, a carne atua como um veneno violento.
Nos coelhos, por exemplo, o efeito da carne é fulminante, mesmo quando ela é fornecida em pequena quantidade, associada à alimentação habitual.
Do segundo dia em diante, a urina que era alcalina, torna-se ácida; os pobres animais emagrecem rapidamente e morrem.

Três gramas de carne – quantidade, que parece insignificante – basta para provocar no coelho efeitos tóxicos, que se traduzem por enterite com diarréia, acabando com matá-lo em seis a sete semanas.

Pode-se, de fato, habituar o coelho à alimentação cárnea, como sucedeu com o homem através das gerações. Misturando-se à alimentação do coelho 30 a 40 centigramas de carne por dia, ele acaba por tolerá-la; os filhos já suportam uma quantidade maior.
Após algumas gerações, os coelhos sucumbem mais ao uso da carne, sendo notável, porém, a sua decadência física.
Sucede com eles o que se observa nas famílias que abusam da carne; tornam-se todos artríticos.

“Os animais carnívoros conseguem transformar em amoníaco e tornar, portanto, inofensiva a carne que eles ingerem em grande quantidade, o que não se dá com a espécie humana”.
Relata o Dr. Gustavo Armbrust.

O homem, diz o Dr. Durville, não tem o poder de transformar a carne em amoníaco; a proteína contida em excesso na carne para ser eliminada, deve ser queimada. Ora, sabemos que as proteínas são maus combustíveis. Ao passo que os hidratos de carbono se queimam integralmente, deixando como resíduos apenas água e gás carbônico. A combustão das proteínas dá lugar aos produtos ácidos extremamente nocivos ao organismo.

O homem não é, aliás, carnívoro por natureza: falta-lhe para isso não só a dentição, mas também as glândulas eliminadoras de que os carnívoros são dotados.

O Dr. Domingos D´Ambrosio diz:
Todas as carnes são substâncias cadavéricas. Portanto, constam apenas de elementos em decomposição putrefata.

Falando das carnes, incluímos nelas também os peixes, pois, igualmente, são substâncias protéicas musculares, com o pejorativo que, quando em putrefação avançada, são mais nocivas do que as carnes de animais terrestres, pela libertação do fósforo, o qual, fora das combinações orgânicas, é muito tóxico.

As carnes até quando são queimadas e utilizadas por completo pelo metabolismo, deixam escórias muito tóxicas.
Quando a combustão e a utilização são parciais, deixam uma quantidade enormemente maior de substâncias danificas.

Além de sua ação putrefativa, pelas ptomaínas e saproínas, perturbadoras deletérias do sistema nervoso, em geral, e do encéfalo em particular, com a abundante produção de ácido úrico, concorrem na provocação da fatal acidose.

Quando os elementos ácidos se abarrotam em elevada quantidade nos sistemas circulatórios, estabelecem nos líquidos circulantes um estado de hiperacidade, que vai classificando com o nome de acidose crônica.

Com a sua persistência, começa por adoentar gradualmente os órgãos de fermentações e de eliminações, que são o sistema gastroentérico, o fígado e os rins.
A acidose, pois, é a causa das alterações e das debilidades orgânicas.
Por sí só ela é a responsável pela quase totalidade das doenças.
Uma vez enfermados, e até somente perturbados estes órgãos, o indivíduo já está nos limites de um campo patológico capaz de funestar mais ou menos intensamente à sua existência.

A acidose, não só é a causa direta de numerosas doenças, como também é o fator mais poderoso de recepção e cultura microbiana.
É também, a maior responsável pelas enfermidades específicas, produzidas por determinados micróbios.

Neste caso, a acidose, assim como todo o cortejo de substâncias estranhas, representa o adubo que fomenta e desenvolve os agentes produtores das tristes flogoses crônicas (sífilis, tuberculose, lepra, etc.) e das agudas, produzidas pelos numerosos cocôs e bacilos mais ou menos virulentos.

Um sangue limpo e com suas valiosas defesas, não permite a permanência nem o desenvolvimento de qualquer micróbio.

Ainda a palavra autorizada de alguns médicos:

O alcoolismo e o abuso da carne são os motivos pelos quais o homem não chega a viver até 140 ou 150 anos, como deveria suceder. – Dr. Henrique Roxo.

A freqüência dos casos de apendicite é devida principalmente à alimentação cárnea. – Dr A Gautier.

O reumatismo, a tuberculose, o câncer, a diabetes, a apendicite e outras enfermidades, são, em grande parte, causadas pelo costume de alimentar-se com cadáveres de animais. – Dr. Chittenden.

A carne é, ao contrário do que se pensa geralmente, um alimento medíocre.
Pensamos ser mais acertado abster-se da carne, para não adquirir desde verdes anos, o hábito de uma alimentação tóxica. – Dr. Alberto Seabra.

O caldo de carne não alimenta; não contém nenhum elemento nutritivo; pelo contrário, é perigoso para a saúde. – Dr. Charles Richete.

A carne não é um alimento que possua os princípios essencialmente nutritivos que à luz das descobertas mais recentes em matéria de nutrição foram estabelecidos como sendo indispensáveis à vida.
Os sais minerais, as vitaminas, os fermentos catalíticos e digestivos primordiais são elementos quase ausentes na carne.

A alimentação à base de carne, ao invés de produzir força, produz enfermidade, isto é, fraqueza.
O fato se explica pela razão de que o organismo humano não foi feito e nem está capacitado para assimilar e conservar os excessos de albumina (substância viscosa esbranquiçada que coagula pela ação do calor e que existe na clara do ovo, no soro do sangue e, em geral, nos líquidos dos organismos animais), proveniente dessa alimentação, os quais são prejudiciais à saúde.
Disso resulta que os produtos de desassimilação (transformação de substâncias em outras) da natureza essencialmente venenosa ficam retidos no organismo, passam ao sangue e o intoxicam. Essa intoxicação, ao tornar-se crônica e hereditária, cria os estados mórbidos que hoje têm os nomes de artritismo, reumatismo, diabetes, escrófula, tuberculose e também o câncer, enfermidade do nosso século.

O hábito de comer carne conduz ao alcoolismo pela sede mórbida que produz; ao tabagismo, por produzir excitação nervosa, na qual, por sua vez, conduz ao hábito de tomar café e ao uso de condimentos picantes para disfarçar o gosto, o cheiro e a vista dos restos cadavéricos apresentados à mesa do carnívoro, que, consciente ou inconscientemente, vive enganado com a idéia de que a carne é um verdadeiro alimento. – Dr. C. A. Obedman.

O que muitos ignoram é que a carne, principalmente a assada, grelhada (famoso churrasco), também produz câncer.
O famoso cancerologista italiano, da Organização Mundial de Saúde, Professor Carlo Cirtori, diretor da Divisão de Anatomia Patológica do Instituto Nacional de Tumores de Milão, anunciou em estudos concluídos em setembro de 1966 que as proteínas da carne grelhada se decompõem e suas substâncias graxas se transformam em hidrocarburetos, ativando e provocando as células cancerígenas.
De um quilo de carne assada em um churrasco – informou – obtém-se 6 gramas de benzo-pireno, quantidade essa que corresponde à produzida por 600 cigarros.

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6 thoughts on “Carne x Saúde

  1. Quanto lixo escrito!
    Texto tendencioso e sem fatos científicos… nada melhor do que descartar tal artigo forjado e tendencioso.

    Se não gostas de carne, tudo bem, agora não venha querer profetizar, para que os outros atenham-se à sua opinião apenas para provar que você não está errada.

  2. Pedro, obrigada pela visita e comentário. Todos tem o direito de opinar. Só gostaria de salientar que o texto não é de minha autoria e sim foi retirado de um livro no qual aborda os benefícios das hortaliças.

  3. “O homem não é carnívoro como a onça, pois não dispõe como esta, de garras e presas para matar um boi só com os membros dianteiros e a boca; nem é cadaverívoro como o corvo, pois, não tendo como este, glândulas neutralizadoras dos venenos, frequentemente se intoxica comendo carne; nem é onívoro como o porco, pois tem um organismo e um instinto diferente dos do suíno.”

    Você esta certa, o homem não é carnívoro. É onívoro. Não tem garras e presas porque desenvolveu a inteligência para substituir elas nas caçadas, assim como orangotangos e macacos-prego usam ferramentas improvisadas para retirar formigas de árvores de onde não conseguiriam com seus dedos e seus dentes mas conseguiram com seus polegares e pasmém para quem não conhece a natureza, também as usam para pescar. Agora, vai dizer que esses animais não seguem a sua dieta por não abrirem árvores na dentada ou por não se jogarem em rios cheios de crocodilos? Eles usaram a inteligência que eles tem para facilitar a vida deles e nós, usamos a nossa.

    O homem não se intoxica comendo um cadáver, ele se intoxica comendo um cadáver apodrecido. Em quanto consumida conservada, a carne não garante riscos a saúde do homem, é claro que quando comedida (todo excesso faz mal). Porém, na mesma linha em que carne estragada faz mal a saúde do homem, vegetais, frutas e leguminosas estragadas também fazem, você não vê lixões de mercados abarrotados com elas por nada quanto passam da sua validade. Ninguém diz, “Não come essa carne apodrecida ai não, come essa batata estragada aqui, ó”. Comida estragada de qual quer tipo faz mal a nossa saúde.

    O intestino do homem e do porco são diferentes por serem espécies diferentes mas seguem os mesmos princípios. Ambos são capazes de digerir ambos os tipos de alimento e retirar as proteínas, vitamintas e outros componentes que precisam desses alimentos.

    “Os irracionais que comem carne preferem-na ao natural. Não a falsificam nem a disfarçam para mudar-lhe o gosto e o cheiro.
    O ser humano, porém altera e dissimula a carne com temperos, para neutralizar a repugnância que esta produziria à sua vista, ao seu olfato e ao seu sabor.
    O homem engana seu verdadeiro instinto com grave prejuízo de sua saúde.”

    Paladar é algo subjetivo, fisiologia é o modo como nosso corpo funciona. Nossos acenstrais antigamente consumiam carne crua por não terem meios de encorpar ela com temperos e processadores, mas se eles consumiam mesmo ela sendo “repulsiva”, de duas uma. Ou a carne não era repulsiva para eles por terem aprendido a consumi-la do modo que podiam e nesse caso, fica claro que a repulsa a carne crua pela maioria das pessoas se da simplesmente pelo seu paladar ter pendido para esse lado com o passar dos anos, a medida que passamos a ser capazes de dar novos sabores e texturas ao que nós comemos, tornamos isso em um hábito. Hábito esse que diz que comidas amargas são ruins, razão pela qual mesmo entre vegetarianos, a muitos os quais não consomem jiló por repulsa ao seu gosto. O paladar é questão de hábito, se não fosse, então a culinária não existiria.

    Ou então eles consumiam porque sabiam que mesmo não agradando o seu paladar, ainda sim fazia bem a eles. Por isso comiam carne e sim, isso foi uma afirmativa. A pergunta desde o começo foi uma retórica. O consumo de carne ajudou a desenvolver o nosso encéfalo, como diz o estudo do professor Tim White da Universidade da Califórnia e os professores com Ph.D. Satoshi Innami e Olaf Mickelsen, comprovaram que o consumo de carne aumentou a estatura média do povo japônes, o caso mais iminente foi o dos soldados japoneses que durante e após a segunda guerra mundial, ao consumirem mais carne em sua dieta, ficaram maiores e passaram a mal caber nos tanques que usavam até então.

    ENCÉFALO MAIS DESENVOLVIDO
    http://berkeley.edu/news/media/releases/99legacy/6-14-1999a.html

    MAIOR ESTATURA
    http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1753-4887.1969.tb03645.x/abstract

    “A carne é tida como alimento fortificante por excelência. Será exato? Não.

    Está hoje provado que a carne é menos nutritiva do que a maior parte dos alimentos tirados do reino vegetal, como sejam: as frutas secas (nozes, castanhas, amêndoas), arroz, legumes secos (feijão, favas, lentilhas).

    Pode-se mesmo dizer que, de todos os alimentos usuais (com exceção da soja, das frutas frescas, dos legumes frescos e dos tubérculos farináceos, como a batata), a carne é o menos nutritivo.”

    ENCÉFALO MAIS DESENVOLVIDO
    http://berkeley.edu/news/media/releases/99legacy/6-14-1999a.html

    MAIOR ESTATURA
    http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1753-4887.1969.tb03645.x/abstract

    COMO A CARNE IMPACTOU O ESTILO DE VIDA JAPÔNES
    http://informahealthcare.com/doi/abs/10.1080/03014468200005941

    Eu acho interessante como as pessoas tendem a dizer as coisas e não postar uma referência ao menos. A carne desenvolve o encéfalo, da maior estatura (aka, torna o corpo mais forte) e proporciona proteínas como a B12, ferro e zinco, que dietas como a da American Dietetic Association recomendam ovos e leite, também de origem animal para repor a falta de carne no organismo. Ou complementos alimentares, mas complementos e dieta saudável soa meio irônico.

    “Além de excitante, a carne é tóxica.
    O líquido extraído dos músculos (o suco de carne), injetando na dose de 3 a 5 c.c., por quilo, mata um animal.
    Entre os venenos contidos na carne, uns são ácidos pela sua própria toxidez, outros simplesmente porque são ácidos.”

    Coloque a frase no Google e ela só vai voltar três resultados concretos. Um é desse blog, o outro de um blog vegetariano e outro de um cara randon que só copiou e colou…

    … e meu deus, comi tanta carne que sou um depósito de lixo radioativo… acho que estou tendo um AVC… por causa da ignorância de quem escreveu essa merda. Sabe o que é tóxico? sua ignorância… e batata e feijão também, fora outros vegetais. Come um pedaço de carne crua e depois vai e come um punhado de feijões crus para ver o que é que vai fazer mal.

    Sério, se injetar uma dose pequena dessas em um animal mata e aliás, que animal? uma formiga talvez, mas enfim. Supondo que essa bosta tenha o minimo de fundamento cientifico, de duas uma:

    1 – mais da metade do mundo já morreu por consumir carne e agora somos todos fantasmas que acessam a Internet para terem que ler besteiras como punição.

    2 – o cozimento da carne destroi os agentes tóxicos assim como destroi os agentes tóxicos do feijão. Por isso não importa se comemos e por isso é que varias pessoas vivem tanto mesmo consumindo carne.

    “O homem, diz o Dr. Durville, não tem o poder de transformar a carne em amoníaco; a proteína contida em excesso na carne para ser eliminada, deve ser queimada. Ora, sabemos que as proteínas são maus combustíveis. Ao passo que os hidratos de carbono se queimam integralmente, deixando como resíduos apenas água e gás carbônico. A combustão das proteínas dá lugar aos produtos ácidos extremamente nocivos ao organismo.”

    Proteínas animais são mais fáceis de serem digeridas do que as vegetais, já que as vegetais costumam possuir alguns aminoácidos que não são necessários para o nosso corpo.

    E não, proteínas animais não dão lugar a ácidos extremamente nocivos ao organismo, nosso ácido estomacal é um ácido nocivo ao nosso próprio organismo (não vou entrar nos méritos do porque de não vazar ácido do estômago, porque né, você aprende isso na quinta série). E o consumo de carne, garante ferro, zinco, cálcio, vitamina D, riboflavina, vitamina B-12, vitamina A, ácidos graxos n-3, e iodo. American Dietetics Association que em suas dietas vegetarianas, incluem ovos e leite e seus derivados para preencher as lacunas (principalmente vitamina B-12) que o não consumo de carne deixa. Porém, mesmo não sendo carne, ainda é comida de origem animal e não vegetal, até porque vitamina B-12 você não encontra em vegetais.

    Logo, ou apelam a uma dieta com aderência de produto animal ou a complementos alimentares, mas ambos os casos quebram o conceito de se ser vegetariano ou natural.

    O resto do texto é a mesma ladainha escrota. Apelam a autoridade sem apresentar fontes, dizem que fulano disse algo quando não disse e o melhor de tudo, não dão fontes, referências, nada que sustente o que dizem. E o pior, demonstram total desconhecimento de assunstos que são abordados na quinta série e até antes. A questão é, se trata de ignorância ou desonestidade? talvez um pouco dos dois.

    “Pedro, obrigada pela visita e comentário. Todos tem o direito de opinar. Só gostaria de salientar que o texto não é de minha autoria e sim foi retirado de um livro no qual aborda os benefícios das hortaliças.”

    Livros… qual quer um pode escrever um livro, quanto livros de auto-ajuda e dieta você não vê por ai? Quantos realmente funcionam? Pois é.

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